Para ajudar nesse início de pesquisa não precisamos começar do zero, o ideal agora é descobrir primeiro o que já foi feito. Não vamos quebrar a cabeça com o que está disponível para aprender até agora, vamos quebrar a cabeça a partir do último ponto de pesquisa. Devo então apresentar alguns nomes e falar um pouco dos trabalhos de cada um. O primeiro nome é do Húngaro Nicholas Kurt, pai da gastronomia molecular junto com Hervés This que falaremos em outra oportunidade. Segue então sobre Nicholas.
“É preocupante que se saiba mais sobre a temperatura no interior das estrelas do que sobre a temperatura no interior de um prato de soufflé”.
Nicholas Kurti
Breve histórico de Nicholas Kurti
Nicholas Kurti Nasceu em Budapeste, Hungria em 14 de maio de 1908 e passou a maior parte da sua vida em Oxford, Reino Unido.
Ainda em Budapeste foi para a escola no Ginásio Minta, mas devido às anti-leis judaicas Nicholas teve que deixar o país. Foi para França estudar na Universidade de Paris (Sorbonne) e fez graduação e mestrado. Logo depois foi para Berlim,Alemanha e obteve seu doutorado em física de baixa temperatura trabalhando com o professor Franz Simon.Assim que Hitler assumiu o poder, tanto Nicholas quanto Franz saíram da Alemanha indo para a universidade de Oxford na Inglaterra juntando-se ao laboratório de Clarendon.
Durante a segunda guerra mundial trabalhou no projeto da bomba atômica. Isso atraiu a atenção mundial e Kurti foi eleito o Fellow da Royal Society (foto), a sociedade científica mais antiga, local de pesquisas e discussões.
Foi vice-presidente da sociedade de 1965 à 1967 e professor de física na Universidade Oxford de 1967 à 1975 ano em que se aposentou. Foi professor visitante no City College em Nova York, na Universidade da Califórnia, Berkeley e na Amherst College de Massachusetts.
Kurti tinha a cozinha como hobby e defendia a aplicação de conhecimento científico aos problemas de culinária. Em 1969 espantou o público quando em sua palestra na Royal Society usou o recém inventado microondas para fazer um Baked Alaska reverso também chamado Frozen Flórida (frio fora e quente no interior).
Ao Longos dos anos organizou vários seminários internacionais em Erice, Itália sobre molecular e Gastronomia física.


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