Bem Vindo ao Blog ARTE & MIXOLOGIA

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Um papo sobre a mixologia


Conceitos da mixologia e mixologia molecular
Nesta matéria vamos entender conceitos, segmentos e possibilidades da mixologia e mixologia molecular.  Primeiramente vamos definir... Oque é mixologia? Estudo técnico e científico dos ingredientes aplicados á coquetelaria tendo como base também história, consumo em vários      tipos de culturas de acordo com a linha de progresso de cada local. Devemos lembrar que apesar da cultura local já ter um tipo de paladar definido, podemos apresentar ao consumidor novas possibilidades e sabores.
 A Aplicação da mixologia
Na mixologia cada profissional de bar em  diferentes países trabalha de forma totalmente original visto que o coquetel é o resultado do processo de vida do mixólogo e tipos de produtos diferentes consumidos em cada região.       O que torna um profissional diferente de outro que vive na mesma cultura é a forma como aplica novas técnicas e o conhecimento aprofundado de tudo aquilo que ele faz no dia-dia.  A finalidade desse estudo é entender os “porquês”. Vamos iniciar a análise com base em um coquetel que vimos e fazemos quase que diariamente. A capirinha. Muitos tiram a columela (talo) do limão por acreditar que ele amarga, certo? Bem, mas é só por isso que devemos tirar a casca? Sabemos que a casa tem um nível de acidez maior que o gomo e  que o limão cresce a partir da columela formando gomos  que sem unem por uma fina película encontrada em maior quantidade entre a casca e  o gomo.  Quando retiramos a columela que representa 20% do limão fica mais fácil para extrair o suco com apenas 2 ou 3 maceradas  evitando assim macerar a casca em excesso e amargando a fruta   e  em seguida o nosso coquetel. Isso define o tipo de corte adequado. Aqui falamos apenas do limão, mas quantas frutas e outros ingredientes podem analisar a fundo para poder saber como aplicar?
Viram o quanto podemos falar do limão? Mas esse não é o único ingrediente que devemos pensar para fazer a nossa caipirinha. Temos ainda a cachaça. Qual é a melhor cachaça? A branca? A envelhecida? Em qual tipo de madeira? Envelhecida quantos anos? A cachaça com mais corpo ou a menos oleosa? E o açúcar? Refinado ou cristal? Por quê? E o copo? Por quê?
  Alguns fatores como equilíbrio de aromas e sabores (harmonia) começam ser mais compreensíveis dessa forma.
Concluindo, o mais importante nessa explicação não é dar o resultado final, mas mostrar a importância do processo na elaboração do coquetel e forma de pensar a harmonização.
 EU INDICO
 O filme A SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS.  O assunto PROCESSO CRIATIVO é abordado de forma clara e inteligente. Associando o filme a mixologia, devemos pensar e analisar tudo que fazemos e não apenas reproduzir tudo aquilo que já vem mastigado
Sinopse
Em 1959 na Welton Academy, uma tradicional escola preparatória, um ex-aluno (Robin Williams) se torna o novo professor de literatura, mas logo seus métodos de incentivar os alunos a pensarem por si mesmos cria um choque com a ortodoxa direção do colégio, principalmente quando ele fala aos seus alunos sobre a "Sociedade dos Poetas Mortos".
FLAVOR PROFILE
 Esse guia de intensidade relativa de aromas e sabores dos ingredientes é super interessante. Uma forma de definir as características dos ingredientes sem precisar degustá-lo e poder harmonizar analisando níveis de acidez e doçura, frutados, vegetais, intensidade entre outros. Dessa forma podemos também catalogar as sensações da única forma, a pessoal, pois cada FLAVOR PROFILE deve ser criado de acordo com a sensação própria.
O FLAVOR PROFILE é apresentado em gráficos de vários tipos (a maioria em circunferência) e facilita a compreensão das CARACTERÍSTICAS ORGANOLÉPTICAS (cor, sabor e aroma) dos ingredientes. Desconstruir  um coquetel é uma forma de entendê-lo melhor
Cada bebida deve ter um SPIDER DIGRAM diferente devido os parâmetros de avaliação específicos.
FLAVOR PAIRING
Pra complementar o FLAVOR PROFILE podemos entender também um pouco sobre o FLAVOR PAIRING.  O FLAVOR PAIRING é o estudo científico das combinações (harmonizações) de estrutura molecular dos ingredientes. Considerando isso, alguns ingredientes que parecem obvieis deixam de ser, e outra combinações que parecem absurdas passam a se tornar lógicas e aceitáveis. Vamos dar como exemplo ingredientes que são compostos pelas  mesmas substâncias em  comum, o hexeonato de metilo encontrado no abacaxi, queijo azul e vinho branco. O que parecia absurdo como, por exemplo, o abacaxi e o queijo azul agora passam ser obvieis.   
Dessa forma podemos avaliar novas possibilidades de harmonização e facilitar nossa pesquisa em busca da combinação perfeita.
Mixologia Molecular
A mixologia molecular é o estudo histórico, técnico e científico de ingredientes aplicados á coquetelaria. Na mixologia é possível alterar a estrutura molecular dos ingredientes  para criar espumas, ares, gelatinas, esferas ou “ caviares “ entre outras coisas.
O intuito de aplicar a técnica é explorar possibilidades infinitas e alcançar sabores e aromas que não conseguimos com a técnica tradicional. Sendo assim, a mixologia molecular não deve ser aplicadas em coquetéis internacionais apenas para mudar a estrutura até por que se o Dry Martini ou Manhatan for melhor original na há  motivo para  mudar. Experimentar uma espuma de whisky ou um ar de  limão sim pode ser uma nova experiência.
Para um melhor resultado podemos aplicar o Flavor Pairing e o Flavor Profile antes de aplicar          as técnicas de mixologia molecular. Isso dá mais sentido ao que se faz e a técnica não fica sem lógica ou motivo.             
em breve a continuação dessa matéria e outras coisas que aprendemos como mixólogo Marco de La Roche


Processo criativo

Em um momento do curso de mixologia e mixologia molecular no Rio de Janeiro (Brasil), o professor Marco de La Roche comentou sobre a importância de estudar e gostar de artes. Nesse momento lembrei de um  estudo realizado que reflete sobre alguns tabus e pré conceitos sobre pessoas que gostam de música clássica. Muitos dizem que música clássica é coisa de esnobes e pseudo-cultos, a verdade é que as pessoas que apreciam esse tipo de música tem um nível cultural mais evoluído. Para entender, absorver e gostar de música clássica, o cérebro deve aceitar a informação. Quando uma pessoa não entende e não consegue  absorver a HARMONIA o cérebro bloqueia para esse tipo de música e a pessoa passa a não gostar  do estilo . Além disso não consegue compreender como as pessoas conseguem gostar de algo que para elas  é chato e sem sentido.

 A música clássica foi apenas um exemplo. Outros segmentos da arte também são interessantes  na vida de um mixólogo pois ativam, agradam e ispiram todos os nosos sentidos. Considerando que todos os sentidos estão interligados a mensagem fica clara.                    

domingo, 17 de janeiro de 2010

Um pouco de freestyle

 Nós já estamos acostumados a ler matérias específicas de bebidas e mixologia nesse blog, mas depois desse vídeo resolvi falar um pouco da apresentação. O vídeo mostra o bartender Flippy Morris com sua técnica de precisão e de humor. segue o vídeo.

Assistam esse vídeo também, esse é outro estilo americano, também com técnicas interessantes de atrair o cliente para o balcão



Esse vídeo onde as cenas se passam em um bar é um estilo musical besteirol americano antigo

sábado, 16 de janeiro de 2010

Sobre algumas VODKAS


Já sabemos que criar embalagens para bebidas de qualquer tipo é uma arte, por isso, vou apresentar mais uma dessas obras que agradam o visual.

A Vodka SAMURAI apesar do nome é de origem russa e seu efeito de corte é fantástico. O disgner criado por Arthur Schreiber dá a sensação da garrafa estar desmanchando. A finalidade do consumidor é apreciar uma boa vodka, mas se o bartender for criativo o tanto quanto Arthur, poderá utilizar a garrafa de forma decorativa.

 Aproveitando a deixa do assunto, há tempos não vejo um bar no estilo Club Privê tão elegante como o Club Privê da vodka de Curitiba. Para esse assunto vou deixar o site http://www.soviet.com.br/ como indicação e uma imagem para desgustarem. O site está fantástico e faz com que o internauta entre no clima da Rússia através das imagens do tema.

 

Campanha de Skyy Vodka entra no ar no primeiro dia de 2010



A Campari do Brasil inicia 2010 com um grande investimento publicitário para SKYY VODKA, um filme inédito da marca será exibido a partir de 1º de janeiro em canais de TV Aberta e a cabo em todo o Brasil.

Batizado de “Heaven”, o filme mostra o espírito jovem e moderno da marca é foi adaptado para o Brasil pela DPZ. A trilha sonora foi elaborada com exclusividade para a SKKY VODKA por “The Twelves”, uma dupla brasileira considerada revelação na cena musical.

Heaven
O comercial mostra uma linda jovem em traje de balada dentro de um elevador. A moça aperta um dos botões, sinalizando que vai a um dos andares mais altos do prédio. Ao chegar, se depara com uma grande balada SKYY VODKA, onde todos se divertem ao som de uma exclusiva trilha sonora SKYY.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Coronel reformado importa mudas de vinhedos da França e deve apresentar primeiras garrafas em 2011


O primeiro vinho do Centro-Oeste (1) está sendo produzido a 70km do centro de Brasília, em Planaltina de Goiás. A plantação do vinhedo começou em 2008, depois de um ano de testes com nove variedades de uva. José Antônio Pires Gonçalves, 78 anos, um coronel reformado do Exército Brasileiro, constatou as boas condições para o cultivo das vinhas na fazenda que comprou em 1984 e começou o trabalho com a ajuda de nove funcionários. Ainda sem nome definido, o produto deve chegar ao mercado em novembro de 2011. Cerca de 100l já estão em fase de fermentação.

As mudas viajaram da França para Caldas, em Minas Gerais, e, de lá, seguiram para a fazenda de José Antônio, na área rural do município goiano. Depois de observar a maturação dos cachos em um local apelidado de laboratório, o coronel escolheu três variedades para vinho tinto (Pinot Noir, Cabernet Sauvignon e Syrah) e uma para vinho branco (Sauvignon Blanc). "Todas apresentaram bom resultado, mas essas se destacaram e darão vinho fino", comenta o gaúcho de Porto Alegre que chegou a Brasília em 1969. Os testes resultaram na colheita de cerca de 150 kg de uvas.

O vinhedo goiano começou a nascer quando José Antônio passou de carro por uma fazenda vizinha à dele e avistou duas parreiras com dezenas de cachos vistosos. Curioso, parou para conversar com o produtor e ouviu dele: "Aqui dá uva duas vezes por ano". Ele resolveu testar o poder da safra e confirmou a afirmação. "É impressionante, as condições são excelentes. Se soubesse antes, teria começado a plantar vinhas há muito tempo", diz o coronel, já reconhecido com quatro prêmios internacionais pela produção de cachaça e rum (2).

Foram 20 anos de altos e baixos com a plantação de soja, antes de vislumbrar alambiques e, mais recentemente, vinhedos. Autodidata, José Antônio estudou sobre vinhos, visitou regiões da Europa e decidiu apostar no novo ramo. Para auxiliá-lo, contratou o enólogo Marcos Vian, considerado um dos melhores do país. Residente em Bento Gonçalves (RS), o especialista ainda não visitou a fazenda do coronel, mas tem acompanhado o trabalho desenvolvido por ele. "Ainda não é preciso que ele venha", afirma o produtor, que registra o nascimento do vinhedo com fotos e anotações diárias.

Cinco mil parreiras estão plantadas desde novembro do ano passado. Na última quinta-feira, quando o Correio visitou a fazenda, começou a plantação de mais cinco mil pés. O vinhedo, a 1.115m do nível do mar, ocupará uma área de 4,7 hectares, o equivalente a quase cinco campos de futebol. Na região da Galícia, na Espanha, o tamanho médio dos vinhedos é de 1,5 hectare. Em Borgonha, na França, 3,4 hectares. A inclinação do solo na fazenda de Pires Gonçalves é de três graus, um terreno quase plano. Nas plantações às margens do Rio Douro, em Portugal, a inclinação chega a 27 graus.

Os ingredientes do solo se refletem na qualidade do vinho. Para fazer o primeiro do Centro-Oeste, o produtor gaúcho buscou inspiração na França, onde morou por dois anos. "Fiz uma imitação do solo de Borgonha, com brita, bagaço de cana, esterco de gado, entulho. Da terra para baixo, é a minha mão. Da terra para cima, é a de Deus. E, modéstia à parte, essa combinação tem dado certo", comenta o coronel. Para preparar a terra são cerca de quatro meses de trabalho. José Antônio mora em Brasília, mas pelo menos três vezes por semana vai à fazenda para, inclusive, ajudar na poda das raízes.

Ótimas condições

Segundo o produtor, o terroir (3) na fazenda é excelente. "Chove bem, a composição do solo é boa, a drenagem é ideal", enumera. Por que, então, ninguém havia pensado em fazer vinho por ali antes? "Não sei, mas se eu tivesse começado com isso aqui 20 anos atrás%u2026", diz ele, que terá 80 anos quando o vinho chegar ao mercado. "Vou deixar o trabalho para o marido de alguma neta, mas ainda não o conheço", brinca o coronel, pai de dois filhos e avô cinco vezes. A neta mais velha tem 16 anos. Ele, que se diz homem do campo, diverte-se ao falar da fazenda e do vinhedo.

José Antônio pensou em tudo antes de optar pela produção de vinho. "Isso aqui não é para amador, não. Plantar uva é uma coisa, fazer vinho é outra", compara. Onze roseiras fazem companhia às vinhas no parreiral. "Servem de controle biológico. As pragas as atacam em vez de atacarem os cachos", explica o produtor, que não usa defensivos agrícolas. "Eles agridem o solo, as raízes e isso acaba influenciando na qualidade do vinho. Meu vinho será ecológico", completa ele, que diz degustar a bebida quase que diariamente desde os 20 anos.

O método de plantação do futuro vinho goiano é conhecido como Guyot, no qual os cachos são distribuídos em uma vara, o que ajuda a uniformizar a maturação das uvas. Sessenta barris, com capacidade para 200l cada, esperam a bebida. Uma máquina que tritura os cachos e faz vinho em menos de quatro horas está instalada perto do pavilhão de envelhecimento. O equipamento saiu de Garibaldi (RS), possui tecnologia italiana e custou R$ 27 mil. O investimento do primeiro vinhedo do Centro-Oeste ultrapassa os R$ 120 mil, incluindo despesas com o trabalho da terra, compra de material e mão de obra.

Em maio do ano que vem, será possível encher as taças da primeira safra do vinho goiano. O carpinteiro Osvaldino Rodrigues da Costa, 43 anos, nascido em Formosa (GO) e promovido a vinhateiro na última semana, adianta-se: "Vinho bom vai ser o do interior de Goiás, tenho certeza disso". Alguns nomes despontam na lista dos vários que surgiram desde que nasceu a ideia do vinhedo na fazenda de José Antônio. Entre eles, Marquês do planalto e Primeiro amor. "Primeiro amor não é inesquecível? O vinho também vai ser", diz o coronel, sem querer assumir preferência.

1 - Polos
No Brasil, há três polos de vinhedos: no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Vale do São Francisco. No Centro-Oeste, não há registro. Em regiões como a de Vicente Pires, há plantação de uvas de mesa, mas não uvas chamadas de viníferas, que resultam em vinhos.

2 - Premiado
O rum Barão do Cerrado e a cachaça Alma Gêmea são produzidos desde 2003. Já ocupam prateleiras de lojas especializadas e supermercados de Brasília e do Rio de Janeiro. Entre os prêmios conquistados pela cachaça, por exemplo, está o 6º Concurso Mundial de Bruxelas, em setembro último. No caso do rum, ele é o único produtor brasileiro.

3 - Conjunto de fatores
O conceito de terroir abrange os aspectos do solo onde uma vinha é plantada. É o conjunto de fatores que favorecem ou não a obtenção de uvas de qualidade, como inclinação do terreno, vento e período de chuvas.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Matéria no jornal Bom Dia DF da Rede GLOBO.

Planaltina de Goiás produz o segundo melhor rum do mundo
Quem aprecia um bom rum sabe que o melhor é produzido no Caribe. O que muita gente nem imagina é que o segundo melhor rum do mundo está aqui no Brasil.



Há quatro anos, o coronel que se dedica à produção de gado nelore, soja e cachaça resolveu diversificar ainda mais as atividades. Entrou no mercado de rum. Na época de colheita de cana-de-açúcar, o trabalho começa na moenda.

“Ela entra por ali, passa nessa moenda, cai nesse decantador e depois vai para aquele recipiente, para ser medido o brix. A cana que não tem 16, no mínimo, de brix, não pode ser alambicada. Não dá bebida fina”, explica o produtor de rum e coronel da reserva José Antônio Pires Gonçalves.

Do recipiente de inox a bebida é levada por uma tubulação até a sala de fermentação. Nas dornas, o destilado de cana fica de 24 a 30 horas antes de seguir para o alambique.

“Então, acontece o seguinte: fermentou, ela entra pra dentro do alambique. Depois, é colocada aqui nesse recipiente que se chama fornalha. Ela entra em ebulição, sobe, desce pelo outro lado e quando pinga lá do outro lado, já é o rum.”

Depois de pronto, o destilado vai para outra sala. Nos barris de carvalho a bebida fica descansando por três anos. Nesse período, o caramelo é adicionado ao rum e ele ganha uma cor amarela e um sabor amadeirado.

São 160 barris armazenados em temperatura ambiente. José Antônio fiscaliza o espaço, testa a bebida. “Esse é o rum”, afirma o coronel.

Tanto cuidado já foi reconhecido. Há sete meses, o rum do coronel ganhou o prêmio de segundo melhor do mundo. “Tirei a medalha de prata entre 21 países e 450 expositores, com todo o Caribe disputando conosco”, revela.

Com a fama, a fazenda passou a ser visitada. Um grupo de Taguatinga, que se prepara para a profissão de bar tender - especialista em drinques -, foi conhecer o processo semiartesanal.

“Tem que conhecer todo o processo. Como é a fermentação, a destilação. Só assim é possível entender o resultado final. Depois, saber como você vai utilizar aquela bebida”, destaca o pesquisador Victor Quaranta.

“Assim você acaba criando amor pela profissão. Só de sentir esse cheirinho já é muito bom”, comenta a estudante Ana Carolina Monteiro Lino.

domingo, 25 de outubro de 2009

Visita técnica - Cachaça Alma Gêmea



Visita técnica
13:50h, o ônibus sai da faculdade FACITEC com quase todos os alunos do curso avançado de formação de bartenders rumo à destilaria Pires Gonçalves situada na fazenda Ouro Verde em Planaltina-GO.
Após longa procura, o ônibus é guiado até a destilaria pelo auxiliar conhecido como Sr. Joaquim. Chegando, pede para o nosso grupo esperar um pouco já que o proprietário-produtor José Pires Gonçalves está ocupado dando entrevista para emissora GLOBO, mais especificamente o programa Bom Dia DF. Poucos minutos de espera, vejo minha sócia que nos acompanhou na visita já conversando com o Sr. José Pires e acenando para que eu vá conhecê-lo.


Após nos apresentarmos (eu e o Sr. José Pires) decidimos rapidamente o que é mais importante repassar aos alunos e logo iniciamos a Visita.
Um pulo na área de moagem, depois nos tanques de inox para fermentação, alambique de cobre onde é feito o corte da cachaça (cabeça, coração e cauda) e o tão esperado salão de armazenamento da cachaça.
No salão, vários barris de carvalhos americanos envelhecendo a cachaça Alma Gêmea e o rum Barão do Cerrado. Uma pausa para uma entrevista à TV e voltamos para o momento do engarrafamento da cachaça e rum.
Próximo à plantação de cana de açúcar , José Pires nos conta algumas características da sua cachaça e rum, e como funciona a composição e medidas dos ingredientes para fermentação, uma grande poética da produção que é feita com o seu “fiel escudeiro” que fez questão de nos apresentar e agradecer o trabalho em meio a reunião.
Cachaça: Acaba de ganhar um prêmio em um dos maiores campeonatos de destilados na Califórnia, cachaça leve, se maturado em barris de carvalho seu tom será pouco amadeirado , se maturando em barris de Umburana terá um leve toque de baunilha em seu aroma e sabor. Utiliza arroz fubá como catalizador para acelerar a fermentação
Rum: Apesar do Brasil não ser referência como produtor de rum, também ganhou medalhas no campeonato internacional de destilados na Califórnia competindo com os melhores e mais tradicionais runs do planeta.
Tiramos algumas dúvidas dos alunos e após isso a destilaria sorteou algumas cachaças e runs para os alunos.
Nos reunimos próximo à nova plantação de uvas vitiviníferas e ouvimos a idéia do Sr. José Pires
-Esta é uma região que tem um excelente terroir (fatores climáticos), faz sol durante 320 dias por ano e apesar da terra não ter sido apropriada antes eu a tornei apropriada como as terras da França usando o maior segredo, o calcário.
Atualmente a destilaria está se preparando para produzir um vinho suave e com nível de taninos e acidez equilibrados em um equipamento de produção italiano de última geração
No final chegamos a conclusão de que o entorno de Brasília acaba de definir sua identidade com o rum regional/nacional de alto nível, cachaça com a pura matéria prima do cerrado e experiência profissional de um grande produtor da região de Goiás.
Indico: Cachaça Alma Gêmea e Rum Barão do Cerrado.


Em breve continuação dessa matéria.



quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vodka de... BACON?



Depois da mixologia política, o novo produto da Coca-Cola que está em teste (Leite desnatado com gás e sabores) e a versão da vodka Stolichnaya de café chega mais uma esquisitic... er... quero dizer... novidade. VODKA DE BACON! assista também no youtube http://www.youtube.com/watch?v=YFvUcc1

A Bakon vodka é o resultado da mania americana pelo toucinho, existem duas formas básicas para a produção desta bebida, a feita em casa e industrialmente. Em casa coloca-se um toucinho em uma garrafa de vodka por pelo menos duas semanas. Industrialmente é feito através do processo de destilação fracionada. Em Abril deste ano a Blacl Rock Spirits lançou a vodka em Seattle como resultado da pesquisa que durou 2 anos. A ideia de produzir a bebida foi tirada das batatas com sabor que inclusive tem tido uma grande aceitação no mercado brasileiro. A vodka de bacon está disponível em Washington, Oregon, Idaho e Montana mas apesar de incialmente ter sido pensada como uma procução limitada a empresa aposta na abertura de novos mercados. O preço da vodka em Seattle é de U$30,00. A vodka tem sido utilizada por bartenders para criar novas receitas, algumas já está no site http://www.bakonvodka.com/ as pricipais receitas divulgadas são a Bakon Mary e Bakon Chocolate Marini.

Bakon Chocolate Martini

• 2,5 cl Bakon Vodka
• 2,5 cl Licor de chocolate
• 2cl Creme de leite
Batido
Short Drink
Crusta de Açúcar

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Mini Martini

Foi lançado na Europa a versão mini do vermouth Martini. Com embalagem atraente e prática a empresa tem a expectativa de alavancar a marca. Espero que a marca chegue logo no Brasil para podermos utilizar em nossos cocktails!

Percurso da Coca-cola em 2009


A cada embalagem que foi vendida entre 18 e 24 de maio, 2,3 centavos foram revertidos para o Instituto Coca-Cola Brasil

• Em 2007, a ação contou com grande adesão de consumidores e gerou R$ 4 milhões para projetos sociais do Instituto

• Programa de educação do Instituto reduziu evasão escolar de 4% (média nacional) para menos de 1%

• Programa de Reciclagem já coletou 4 milhões de quilos de embalagens

O Sistema Coca-Cola Brasil realizou no mês de maio a segunda edição de sua iniciativa pioneira para alavancar recursos voltados à responsabilidade social. Trata-se da Semana Otimismo que Transforma, que aconteceu entre os dias 18 e 24 de maio. No ano passado, a Semana, então denominada “Cada Gota Vale a Pena”, arrecadou mais de R$ 4 milhões, que foram destinados a programas nas áreas de Meio Ambiente e Educação, através do Instituto
Coca-Cola Brasil.

Durante a Semana Otimismo que Transforma, cada embalagem vendida de todo portifólio da empresa revertereu 2,3 centavos para o Instituto Coca-Cola Brasil, somando-se aos R$ 37 milhões que o Sistema Coca-Cola Brasil já investe anualmente em iniciativas sociais e ambientais.

“Nós, fabricantes do Sistema Coca-Cola Brasil, estamos engajados nesta campanha pelo segundo ano consecutivo. Será uma oportunidade única de contribuirmos ainda mais para solução de questões sociais, fazendo a diferença na vida de milhares de pessoas”, diz o presidente da Associação dos Fabricantes Brasileiros de Coca-Cola, Ricardo Vontobel.

Três das maiores redes de supermercados do País, Carrefour, CBD (Pão de Açúcar / Sendas / Extra / CompreBem) e Wal-Mart Brasil, fizeram parte da Semana Otimismo que Transforma, participando da divulgação da ação nos pontos de venda. Estão participando também Esso, Texaco, TAM, McDonald’s, Cinemark, Casa do Pão de Queijo e Subway.

O diretor-superintendente do Instituto Coca-Cola Brasil e diretor de Comunicação da Coca-Cola Brasil, Marco Simões, explica a nova campanha:

“O otimismo faz parte do DNA do nosso Sistema. Vamos usá-lo para transformar o mundo. Queremos mobilizar os consumidores para que juntos possamos construir um pais melhor!”

Campanha
A campanha elaborada pela agência de publicidade Ogilvy para a Semana Otimismo que Transforma contarou com peças impressas para jornais e revistas, spots de rádio, filme, banners de Internet e material de divulgação em pontos de venda. A veiculação começou no domingo, dia 11, e se estendeu até 24 de maio. Todas as emissoras de TV foram comtempladas.
As peças convidam os consumidores a participarem e explicam a mecânica da arrecadação e a destinação dos recursos. A campanha também fez uso de ações virais de Internet e merchandising. Foi criado um ambiente especial no site do Instituto www.institutococacolabrasil.org.br.

OBS: Fotos do evento de lançamento e imagens da campanha estavam disponíveis para download à tarde na seção de Releases do site Coca-Cola Brasil (www.cocacolabrasil.com.br).


Instituto Coca-Cola Brasil
O Instituto Coca-Cola Brasil é o responsável pelos projetos sociais e ambientais de âmbito nacional do Sistema Coca-Cola Brasil. Seu Conselho Consultivo tem a função de assessorar a administração do Instituto, orientar as políticas econômicas, sociais e financeiras e opinar sobre matérias que sejam submetidas pela diretoria da entidade. São membros do Conselho:

André Balbi Rexam
Brian Smith Coca-Cola Brasil
Carlos Lohmann JV Mais
César Andrada Associação dos Fabricantes Brasileiros de Coca-Cola
Isabel Fillardis A Força do Bem e Doe seu Lixo
José Luiz Cutrale Suco Cítrico Cutrale
Marco Simões Coca-Cola Brasil
Ricardo Mello Renosa – Industria Brasileira de Bebidas
Ricardo Vontobel Vonpar Refrescos
Robert Wilson Escola Americana e Opportunity Equity Partners
Roberto Civita Editora Abril
Rodrigo Caracas Coca-Cola Brasil
Viviane Senna Instituto Ayrton Senna
Walter Susini Alexandria Partners

A atuação do Instituto Coca-Cola Brasil dá ênfase a programas nas áreas da educação e meio ambiente. Os principais programas ligados ao Instituto são o Programa de Valorização do Jovem, Reciclou, Ganhou e Água das Florestas.

Programa de Valorização do Jovem
O Programa de Valorização do Jovem foi implantado em 1999, com o objetivo de reduzir a evasão escolar no ensino público fundamental. O Programa atende 4.800 alunos do Ensino Fundamental em nove estados brasileiros. Até hoje já foram beneficiados mais de 23 mil estudantes. A mecânica do programa prevê que, em cada escola associada ao programa, alunos do 6º ao 8º ano com grave risco de evasão atuem como monitores de estudo de alunos do 1º ao 4º ano, igualmente com dificuldades de aprendizado. A evasão escolar média dos participantes do programa é de 0,7% contra uma média nacional de cerca de 4% registrada pelo INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira.

Reciclou, Ganhou
Criado pela Coca-Cola Brasil em 1996, o Programa, operado em parceria com os fabricantes regionais autorizados, tem como foco principal o apoio material e técnico a cooperativas de catadores. O Reciclou, Ganhou apóia 37 cooperativas em 24 estados e a meta é chegar a todos os estados brasileiros até meados de 2009. Desde 1996, o programa já reciclou 4 milhões de quilos de embalagens. Graças a iniciativas como esta, o Brasil é hoje o país com maior índice mundial de reciclagem de alumínio (96%) e um dos maiores em reciclagem de PET (51%).

Água das Florestas
Com foco na recuperação, proteção e manutenção de bacias hidrográficas através da recomposição florestal de áreas próximas a rios e lagos, o Programa Água das Florestas Tropicais Brasileiras é uma iniciativa do Instituto Coca-Cola Brasil que envolve a participação conjunta de vários setores da sociedade. O resultado é uma força multidisciplinar que soma conhecimentos, tecnologias e recursos, atuando sobre um determinado manancial de forma integrada às comunidades locais. Em sua fase inicial, o programa contempla uma bacia hidrográfica inteira com a preservação manancial da Bacia do rio Piraí. O projeto prevê o reflorestamento com cerca 3,3 milhões de mudas de espécies nativas em uma área 3.000 hectares em até cinco anos. O investimento estimado é de R$ 27 milhões.

Sistema Coca-Cola Brasil
O Sistema Coca-Cola Brasil, formado pela Coca-Cola e 17 grupos fabricantes brasileiros, além da Leão Junior, Del Valle e Minute Maid Mais, emprega diretamente mais de 34 mil funcionários, gerando indiretamente cerca de 310 mil empregos. O Sistema Coca-Cola Brasil investiu quase R$ 4 bilhões no Brasil nos últimos cinco anos e está presente em sete segmentos do setor de bebidas não-alcoólicas brasileiro – águas, chás, refrigerantes, sucos, energéticos, isotônicos e lácteos, com uma linha que mais de 150 produtos, entre sabores regulares e versões de baixa caloria. O Instituto Coca-Cola Brasil é o responsável pelos projetos sociais e ambientais de âmbito nacional do Sistema Coca-Cola Brasil. Para saber mais, visite o site www.institutococacola.org.br.

Coca-Cola surpreende consumidores e relança sua marca de refrigerante de baixa caloria, Aquarius Fresh, totalmente reformulada. A linha, que já começa a ser vendida no Paraná e interior paulista, tem um novo conceito de embalagem: garrafas longilíneas e coloridas, inovadoras no segmento.

Com o relançamento, a Coca-Cola Brasil espera surpreender os atuais consumidores e conquistar novos adeptos, apresentando uma proposta de produto diferenciada da concorrência. A nova Aquarius Fresh, além do limão, traz ao mercado dois novos sabores: abacaxi com hortelã e uva e chegará ao mercado em embalagens de 510ml e 1,5l.

Novo logotipo e assinatura

Pode se ver que está totalmente diferente da primeira versão. A forma, as cores, a tipografia, tudo!

“A antiga Aquarius Fresh conquistou consumidores ávidos por novidades. Com o relançamento do produto, esperamos quebrar mais um paradigma. Quando olhamos para a gôndola de bebidas levemente gaseificadas, de baixa caloria, o que vemos são um montede garrafas esverdeadas, sem personalidade e sem diferenciação. Nossa proposta é inovar, oferecendo ao consumidor sabores exclusivos e design diferente de tudo o que existe”, explica John Pinto, diretor de Marketing de Novas Bebidas da Coca-Cola Brasil.

1ª versão

A nova campanha foi desenvolvida pela agência NBS e conta com filme de 30” dirigido por Breno Silveira, o mesmo diretor do filme Dois Filhos de Francisco. Nas gravações, no Largo da Carioca - Rio de Janeiro – foram usadas mais de 30 mil garrafas de Aquarius Fresh. O filme, que estreia em outubro na TV aberta e cabo, e todas as peças de marketing irão ressaltar as cores e o apelo sensorial do produto.

Aquarius Fresh sabor limão foi lançada em 2007, tem mais de 50% de conhecimento de marca no Brasil, mais de cinco milhões de transações mensais e está entre as principais marcas do portfólio da Coca-Cola Brasil.

As novas embalagens são super bacanas e, sem dúvida saem do senso estético comum da categoria. No entanto o investimento de mídia deve mesmo ser pesado, pois com uma mudança de visual tão radical, que quebra todo o vínculo com a embalagem anterior, deve-se ter um cuidado especial com o usuário do produto, que não pode ficar perdido.

vio

A Coca Cola está prestes a lançar seu mais novo produto: leite efervescente. A bebida irá misturar leite desnatado com água gaseificada, será aromatizada com frutas e adoçada com açúcar. Os cientistas que desenvolveram o produto em um laboratório da Coca em Atlanta garantiram que ele será embalado em uma garrafa de alumínio que evitará que o leite coalhe.

A novidade, batizada de Vio, terá quatro tipos de sabores diferentes. A Coca Cola já começou a testar a comercialização do produto entre consumidores dos EUA. O site BevNET.com, especializado em pesquisas de indústrias de bebidas, testou o sabor cítrico do Vio e parece não ter gostado muito. “O gosto do leite é muito forte e, por isso, tem um pouco de nata. Não parece doce até que você consuma uma garrafa inteira”, disse o site.

A bebida faz parta de uma iniciativa da Coca Cola chamada Projeto Vida, que visa desenvolver projetos à base de leite. A intenção é que o Vio possa ser vendido como opção de bebida saudável, mas cada garrafa contém 26 gramas de açúcar e 1,5 grama de gordura. A novidade será lançada primeiro nos Estado Unidos e, se bem sucedida, no mundo todo. Os produtores de leite estão esperançosos – acham que o projeto da Coca Cola pode aumentar o consumo da bebida.

Novo marketing da Smirnoff "BE THERE"


A Smirnoff acaba de lançar uma nova campanha intitulada “Be There”, onde ela inicia uma estratégia de marketing global focada na pureza de sua vodka, fazendo uma analogia aos bons momentos que passamos com os amigos. O objetivo é promover momentos onde os indivíduos possam dizer “I Was There” (eu estive lá), através de comerciais de TV, muitos impressos, outdoors, atividades experimentais e promoções in-store. O investimento dessa campanha, somente no Reino Unido, é de £15m, por aí já dá para imaginar a grandeza da coisa.

Um primeiro comercial de TV já está rolando. A criação é da JWT de NY. O conteúdo digital tem como ponto de partida o site there.smirnoff.com, convidando os internautas a interagirem com a marca, baixarem diversos conteúdos, e a dizerem quando foi a última experiência em que eles estufam o peito e dizem “eu estive lá”.

Smirnoff dará a trezentos sortudos a chance de curtirem de perto o show exclusivo que o Franz Ferdinand fará em São Paulo no dia 30 de setembro. A marca, responsável pela vinda da banda escocesa ao Brasil - ao lado da Day 1 e MTV- promoverá um concurso cultural em que as 150 melhores respostas para a pergunta “O que faria você dizer que estava lá depois do show do Franz Ferdinand?” ganharão um par de ingressos para curtir o show.

Para participar, basta acessar o portal da marca (www.smirnoff.com.br) no período de 16 a 24 de setembro e responder a pergunta. Os nomes dos vencedores estarão disponíveis no dia 28/09, no próprio site. Os ganhadores que seguirem a Smirnoff no Twitter (@smirnoff_brasil) levam também um cd do grupo.Para ver as propagandas copie e cole os links:

http://www.youtube.com/watch?v=12Oonz6-Qbo
http://www.youtube.com/watch?v=K0X0iPp43b0&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=p-JCX_9IU_k&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=1YUxIgq9DC8

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O que devemos analisar ao criar cocktails?

Assim como outras bebidas, em especial o vinho, devemos fazer uma análise cuidadosa de cada aspecto da bebida, o cocktail perfeito é composto de um conjunto de fatores bem sucedidos. As análises devem ser feitas apartir da característica como visão, tato, olfato, paladar e audição :

Visual


Moldura

Para cada tipo de coquetel existe uma taça adequada, seja pela sua estética, mas principalmente pela sua funcionalidade e cultura, por exemplo, ao criar coquetéis com frutas maceradas, gelo e açúcar, esse coquetel da família das caipiroskas terá a conveniência de ser servida na taça Old Fashioned (caipirinha/caipiroska), uma taça de cristal fina e elegante dá mais prazer quando entra em contato com a boca na degustação, é sempre bom lembrar que a maioria dos modelos de taças têm tamanhos variados, por isso é necessário avaliar a quantidade que será colocada na taça. Lembrem-se, a taça é a moldura do cocktail escolha a sua após ter feito a pintura.

Pintura
Uma cor diferente ou a mistura de cores divididas certinhas na taça ou mesmo um dégradé devem ter cores harmonizadas entre si e a cor das frutas utilizadas na borda da taça para decorar. Para a harmonização visual de cores devemos escolher ingredientes que ao mesmo tempo que harmoniza a cor, harmoniza o sabor também que é o mais importante. Se temos um cocktail de cor vermelha, podemos escolher uma decoração de cor verde, só assim ela se destaca, se tiver um cocktail de cor vermelha e colocar uma cereja por exemplo, a cereja mal será vista e o cocktail ficará com excesso dessa cor. No caso do dégradé as cores são hamonizadas dentro da taça, no caso da tequila sunrise a bebida é amarela por causa do suco de laranja e leva um lance de xarope de groselha (ou grenadine) que desce para o fundo da taça dando uma idéia de pôr-do-sol. Lembrem-se, defina sua pintura como se fosse um artista plástico.

Decoração

Para decorar não basta pensar só há harmonização de cores, sim isso é importante, mas além disso devemos analisar que:
-As frutas da decoração tem haver com os ingredientes dos cocktails, se o meu cocktail é de banana e não tem nenhum ingrediente de maçã, não tem lógica colocar uma maçã para decorar. Para quem não conhece o cocktail a decoração ficará como dica para que ele saiba quais são os ingredientes que compõe o drink.
-Quando as frutas que são utilizadas na decoração são frescas, ficará na consciência de quem está apreciando o cocktail que as frutas utilizadas no ingredientes também são frescas. Utilize sempre as melhores para decorar.
-Não cometa exageros como fazem com as Piña Coladas e suas decorações de abacaxis enormes na borda da taça cheia de “firulas”. A beleza não está na quantidade, mas na qualidade, uma boa idéia é o que importa não o tamanho, já vi decorações fantásticas menores que uma cereja.

Paladar
Colocar mais de 5 ingredientes pode deixar o sabor do cocktail confuso, inclusive alguns ingredientes podem desaparecer tornando-o desnecessário, isso não deve ser uma regra. Uma boa idéia pode ser a união de apenas dois ingredientes, basta harmonizar.

Aroma

Os aromas e sabores não são necessariamente os mesmos, no caso no dry martini por exemplo, quando fazemos o zest de limão (zest: torcer a casca do limão sobre o drink), o aroma cítrico é bastante presente, porém na degustação se percebe bem menos. Assim como os vinhos, alguns coquetéis têm aromas maravilhosos e o gosto não tão bom assim e vice e versa.

Tato

Uma taça fina de cristal em contato com a mão e com a boca agrada bem mais que os outros.
Audição
Um TIM TIM e uma boa música regada de boas companias e conversas tornam o cocktail ainda melhor.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Aromatizantes, sensações que agradam nossos sentidos


Nada como apreciar uma boa comida ou bebida e explorar ao máximo seu sabor, porém não é o suficiente para agradar todos os nossos sentidos na hora da degustação, para esse momento devemos contar também com os aromatizantes, que atraem e aguçam sensações.
Os aromatizantes estão presentes nas indústrias de bebidas, laticínios, confeitaria, culinária, carne, tabaco, farmacêutica, higiene bucal, cosmética entre outros com o objetivo de agradar e conquistar os sentidos.
Mas esse assunto de longe é uma novidade, os aromas acompanham vários momentos da nossa história apenas mudando a sua utilização com o passar do tempo. Nos primórdios da civilização os aromas eram recursos de avaliação para ver se os alimentos estavam estragados ou não e dentre tantas coisas como a principal as plantas, distinguir o que era ou não era comestível além de outras questões ligadas à sobrevivência.
Quase todas as civilizações antigas relatam a presença de substâncias aromatizantes como óleos, essências e perfumes em cultos, rituais religiosos e até mesmo na cosmética.
No início do século passado essa substância foi muito utilizada na fabricação de perfumes agregando luxo e sensualidade às fragrâncias.
Com a evolução da tecnologia os aromatizantes ganharam uma nova função principalmente no setor de alimentos e bebidas, a de potencializar a qualidade sensorial desses produtos.
Atualmente os aromatizantes exercem as mesmas funções dos macronutrientes (proteínas, gorduras e carboidratos), e micronutrientes (vitaminas e minerais), substâncias consideradas essenciais para a alimentação humana.


Em breve mais sobre essa matéria!

(NO MUNDO) Barman faz sucesso pintando retratos dos clientes em NY


No fim de um dia de trabalho em Nova York, homens e mulheres de negócios tentam esquecer as agruras da economia americana num bar de Manhattan. O barman é um especialista de mão cheia. John Varriano tem bom papo, sabe ouvir e há 12 anos conquista os clientes. Além da boa conversa e dos drinques, às vezes ele pega um guardanapo e parece anotar algo. É tudo muito rápido: em segundos, John desenha traços de seus clientes. As imagens e expressões capturadas no bar são trazidas para um lugar especial. Em seu estúdio, o barman vira artista: os rostos estampados nos guardanapos serão reproduzidos em quadros. Com a autorização dos clientes, John dá cor e nova dimensão aos desenhos feitos no bar. Depois que os quadros ficam prontos, o barman convida os clientes a verem seus quadros. “Boa parte da minha renda vem das telas", conta John. “É verdade que pinto quadros de pessoas ricas, mas já pintei também mendigos na rua". Para os clientes do bar novaiorquino, John cobra caro: um retrato custa entre R$ 16 e R$ 32 mil. E eles pagam. Rachel comprou uma tela de John há dois anos e está negociando para comprar mais uma. Conta, sem disfarçar o orgulho, que o quadro dela foi parar no New York Yimes – que, assim como o Jornal Hoje, fazia uma reportagem sobre John Varriano. "Confesso, meu ego ficou bem feliz!", diz a musa do barman-artista.

(NO MUNDO) Barman acusado de induzir jovem a beber até a morte é condenado na Alemanha




Um barman foi preso nesta sexta-feira (3) acusado de ter servido pelo menos 44 doses de tequila a um alemão de 16 anos durante um concurso de bebida fraudado, o que levou o adolescente à morte, anunciou a corte estatal de Berlim, capital da Alemanha.
O barman identificado como Aytac G., de 28 anos, serviu copos de água para ele mesmo, mas deu álcool ao adolescente durante a competição que os dois fizeram em fevereiro de 2007 para ver quem conseguia beber mais. Depois de cerca de uma hora, o rapaz entrou em coma e acabou morrendo cinco semanas depois.




O barman, que reconheceu sua culpa, segundo a autoridade judicial, foi sentenciado a três anos e cinco meses de cadeia por causar lesão corporal grave com consequências fatais.
Dois outros funcionários do bar que ajudaram a enganar o adolescente foram condenados em julgamento anterior por causar lesões corporais graves. Eles foram sentenciados a dez meses de treinamento social, enquanto um terceiro barman foi absolvido.
O caso desencadeou uma discussão nacional sobre o abuso de álcool por adolescentes e o perigo das festas do tipo "rodízio de bebida", em que o cliente paga uma taxa fixa e pode tomar bebida alcoolica forte à vontade a noite toda.

(NO MUNDO) BARMAN MAIS ANTIGO DO MUNDO VAI SE APOSENTAR AOS 95 ANOS


O barman mais velho do mundo está prestes a se aposentar. Reconhecido pelo Guinness como o barman com a carreira mais longa, Angelo Cammarata, de 95 anos, anunciou que vai parar de trabalhar.

Cammarata, de Pittsburgh, nos Estados Unidos, serviu sua primeira cerveja em 1933, minutos depois que que a Lei Seca foi abolida no país. Ao longo de 76 anos, só deu uma parada para servir à Marinha americana, durante a 2ª Guerra. Quando a lei que proibia a venda de bebidas alcoólicas terminou, ele estava no estabelecimento da família vendendo garrafas de cerveja por 10 centavos de dólar. "Tínhamos 20 homens esperando para abrirmos. Foi o começo", disse o velho barman.

Acostumado a servir os outros, Cammarata ainda gosta de um bourbon com Coca-Cola, regularmente. "Eu bebo no meu próprio bar. É como estar em casa e tomar um copo d'água. Mas não é todos os dias", declarou.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Barman Robô


Mr. Asahi, o robô barman.
Com tecnologia japonesa e apresentado na Inglaterra como o primeiro robô barman do mundo, o Sr. Asahi é uma combinação de robótica com animatronics desenvolvido por oito engenheiros que trabalharam cerca de duzentas horas para montar a estrutura de 113 quilos.O movimento dos braços mecânicos acontece através do uso de ar comprimido e um computador controla as válvulas e mecanismos elétricos.Como o tempo médio para ser atendido em um bar em Londres é de quinze minutos, o robô pode abrir e servir uma cerveja, com ou sem colarinho, em dois minutos.Ele não é só mais rápido, mas o sonho de qualquer patrão, afinal não necessita pagamento, não vai faltar porque ficou doente e nem rouba o estoque de bebidas.Excepcionalmente, responde a perguntas de seus clientes e se mantém calmo sob pressão.Embora tenha sido visto como uma diversão pela maioria, nem todo mundo gostou do robô barman.Um cliente disse que prefere o atendente tradicional. "Ainda prefiro ter contato com a natureza humana, as coisas já estão automatizadas demais", comentou.
E vão ficar ainda mais.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

As bebidas e suas personalidades

Inspirado no curso básico de coquetelaria internacional de hoje resolvi entrar em um assunto que vem me fazer pensar já a algum tempo. Toda bebida tem uma personalidade específica, características que dependem do seu processo de produção, envelhecimento em madeira e etc...
Algumas se aproximam de quem a consome e têm as que mantêm personalidade mais clara que outras.
Para melhor explicar isso vamos dar alguns exemplos...
O whisky é uma bebida madura, decidida, com uma personalidade muito bem formada pela experiência dos anos de amadurecimento em madeira... até algum tempo atrás, essa bebida era consumida por quarentões, pessoas independentes e com um alto grau de amadurecimento. Vamos dar outro exemplo, o energético, consumido por jovens com as mesmas características dessa bebida que tem alto consumo em baladas, boites, pubs e os demais nesse estilo.

Em outro caso, vamos colocar as bebidas já prontas (cocktails). O cosmopolitan (vodka, cointreau, cramberry e suco de limão) famoso pelo seriado norte-americano SEX ON THE CITY leva um pouco da personalidade feminina... forte, íntegra e simples como a vodka, ao mesmo tempo complexa e marcante como o cointreau e delicado como o cramberry (tipo de cereja popular nos EUA), trás nessa mistura um pouco do uni-verso (poético) feminino em cada degustação.
Há um caso parecido com o cosmopolitan como o Brandy Alexander que leva em sua composição a personalidade do Alexandre O GRANDE que ao mesmo tempo que é forte, é simpático, delicado...
Kir Royal, elegância... pina colada, festa... manhatan, maturidade...

parafraseando... você é o que você bebe!

Obs: essa postagem foi uma análise mas é óbvio que o perfil do consumo vai de acordo como efeito desejado da bebida

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Em Paracatu, como não é diferente, as pessoas tem procurado uma forma de qualificação para poder entrar ou permanecer no mercado.Paracatu-MG, 28 de abril de 2009
Com o mercado de trabalho cada vez mais concorrido as pessoas buscam pela qualificação profissional. Modo este visto por muitos como uma das únicas formas de se manter no mercado e almejar cargos superiores ou arriscar em uma profissão não muito explorada, onde ainda não exista muitos profissionais.Em Paracatu, como não é diferente, as pessoas tem procurado uma forma de qualificação para poder entrar ou permanecer no mercado. Segundo Quele Meneses Coordenadora dos cursos de Tecnologia de Informação (TI) da Multi Tech as empresas procuram cada vez mais pessoas que consigam gerar resultados em um curto espaço de tempo, ou seja, elas precisam de ação ao invés de muita teoria e é isso que os cursos procuram proporcionar aos alunos.Há também a situação inversa, quando a empresa enxerga no funcionário um potencial e não quer perdê-lo e sim capacitá-lo para melhor fazer suas atribuições. Segundo Victor Quaranta (primeira foto), professor do curso de Coquetelaria Internacional, que está sendo ministrado em parceria com a Sônia Festas, a empresa que investe no funcionário para ter uma resposta no futuro. Assim ela consegue manter um serviço de excelência fidelizar o seu cliente. “A vantagem do profissional que tem a empresa patrocinando é a confiança que existe entre ambos. A empresa vai investir em um profissional que já conhece, em retribuição o profissional se sente confiante e estimulado a crescer dentro da empresa”, afirmou Victor Quaranta.Tia Quele também fala da exigência das empresas:_“No decorrer desta semana algumas empresas da cidade entraram em contato conosco em busca de profissionais especializados em diversas ramificações. É incrível perceber o quanto as exigências aumentaram, procuram-se secretárias que tenha toda a noção de atendimento ao cliente, telemarketing, relações humanas e também secretariado. Já se foi o tempo em que a secretária precisava apenas de atender ao telefone e direcionar as ligações. Qualificar-se profissionalmente é muito mais que importante é exatamente necessário.” Salientou ela.Mesmo em mercados não tão explorados, que muitas vezes não são os mais procurados as pessoa podem conseguir um destaque e uma grande realização profissional, é o que afirma Victor Quaranta. “Estou no ramo de bar e coquetelaria faz um bom tempo. Nessa estrada eu já vi várias pessoas se destacarem a nível nacional e depois internacional. Tenho ex-alunos na Europa, na Oceania, principalmente Autrália, em fim, espalhadas por todo mundo e todos eles satisfeitos. Há inclusive ex-alunos, agora parceiros, trabalhando com coquetelaria de altíssimo nível.”Para finalizar a Tia Quele afirma que a procura por emprego será menor se o profissional for mais bem qualificado. “A faculdade é com certeza muito importante, mas cursos técnicos e profissionalizantes devem ser encarados como um intermédio para ingressar na faculdade. Uma vez que eles são cursos rápidos e com retorno garantido”, concluiu ela.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Harmonização

Hoje, inspirado na aula prática de coquetelaria internacional resolvi escrever um pouco sobre algumas poéticas da coquetelaria internacional. Para a criação de um coquetel seria adequado incluir o assunto do título mencionado. Antes de tudo vou colocar algumas perspectivas da palavra HARMONIA.

Pela Wikipedia- A harmonia é um conceito clássico que se relaciona às idéias de beleza, proporção e ordem. Quanto ao design, podemos definir harmonia como efeito da composição de formas, não de maneira aleatória, mas de modo que contornos e enchimentos sejam bem definidos, variando segundo um grau de importância pré-estabelecido e se relacionando com o esquema geral da organização do objeto. Esse objeto pode ser um quadro, um site, enfim, qualquer entidade que esteja sendo composta por partes (engrenagens) menores

Pelo dicionário- Aquilo que possui “disposição bem ordenada das partes de um todo” ou “proporção, ordem, simetria”.

Outra palavra interessante é EQUILÍBRIO que no conceito de Paulo Roberto de Almeida significa: Equilíbrio é o estado de permanência de uma situação, uma espécie de status quo, no qual as diferentes partes de um sistema podem conviver harmoniosamente na medida em que seus interesses sejam contemplados de maneira relativamente equânime
O coquetel perfeito consiste na harmonização dos ingredientes e equilíbrio nas dosagens. Equilíbrio entre as cores, harmonia entre cor sabor e aroma.

O resultado da harmonia e equilíbrio deve ser buscado em coisas simples. O máximo com o mínimo, como um arroz com feijão, goiabada com queijo ou um gim, vermouth e sumo de limão (dry martini). Não é necessário utilizar as mais exóticas frutas e os ingredientes mais caros. Uma grande idéia pode partir de um detalhe minuncioso.

O bartender criador deve estar com a cabeça aberta não devendo acreditar no absurdo. Unir ingredientes que aparentemente nào tem nada haver, pode resultar em um coquetel fantástico como por exemplo o Blood Mary (vodka, suco de limão, pimenta tabasco, pimenta do reino, sal, molho inglês e suco de tomate), observando os ingredientes, pareçe uma pizza líquida... uma boa oportunidade para degustar e quebrar preconceitos...

O que é absurdo? Qual é o limite do criador? (se há limite), o que um criador precisa vivenciar? devemos gostar de arte? devemos gostar de gastronomia? devemos gostar de simbolismo?

A todos, uma boa degustação!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

(Bartenders news) Cachaça e rum de Brasília se destacam na maior competição internacional de destilados

Produtor de cachaça e rum da região de Planaltina-GO (próximo a Brasília) ganha medalhas na maior competição de destilados do mundo nos EUA, o San Francisco World Spirits Competition, no estado da Califórnia.



Em breve estarei indo fazer uma visita a desilaria para pesquisa e ex-alunos e outros que quiserem ir comigo estarei marcando a data para visitação.



Essa é uma oportunidade de pensar a identidade dos destilados produzidos no cerrado e divulgar as regiões próximas de Brasília como potenciais no mercado internacional.



Segue a matéria do Correio Braziliense



Cachaça Alma Gêmea e rum Barão do Cerrado, produzidos em Planaltina de Goiás — Brasília é o principal mercado de ambas —, são agraciados na mais rígida competição de destilados do mundo, realizada nos EUAOlfato apurado, conhecimento técnico e paixão por destilados são alguns dos ingredientes que, há seis anos, o gaúcho radicado em Brasília José Pires Gonçalves, 77 anos, usa para produzir bebidas em Planaltina de Goiás. Os brasilienses são os principais consumidores e demonstram bom gosto. Duas de suas cachaças Alma Gêmea (uma pura e a outra envelhecida em barris de carvalho) e o rum Barão do Cerrado acabam de ser premiados no mais rígido concurso de destilados do planeta, o San Francisco World Spirits Competition, no estado da Califórnia, Estados Unidos. A aguardente Alma Gêmea Platina (incolor, popularmente chamada de branca) e o rum arrebataram medalha de prata, enquanto a Alma Gêmea Ouro (envelhecida) saiu com uma de bronze. O prêmio também conferiu mérito à Confraria Clube da Cachaça do Distrito Federal, que em 2005 deu à Alma Gêmea o título de Cachaça do Ano. Pela simples curiosidade de conhecer o resultado da mais especializada avaliação de destilados do mundo, Gonçalves decidiu ir além e participar do concurso internacional. Inscreveu, com o desembolso de US$ 400 por produto, suas quatro bebidas. Ficou sabendo, por e-mail (o concurso não permite a presença de produtores ou lobistas), que havia conquistado três medalhas para os produtos da Fazenda Ouro Verde. Exportação A recente conquista já rendeu bons frutos. A importadora francesa de destilados, Part des Anges, de Paris, que compra cachaças Alma Gêmea branca e Ouro para a Europa há quase três anos, aumentou a encomenda. Assim que soube dos prêmios, solicitou o envio de 10 mil garrafas, frente às 6 mil do último pedido. As cachaças Alma Gêmea são exportadas para países como França, Bélgica, Finlândia e Noruega. Apenas a cachaça envelhecida em barris de amburana (“sabor” que pode ser considerado um pouco mais exótico) não foi agraciada com medalha. O rum Barão do Cerrado enfrentou tradicionais concorrentes da América Central, como Jamaica, Cuba, Martinica, Porto Rico, República Dominicana, Trinidad e Tobago, e Venezuela. O responsável pelo empreendimento comemora. “O mais interessante foi a quantidade dos prêmios para uma só destilaria. Foi uma façanha”, orgulha-se. A premiada destilaria Pires Gonçalves é modesta. Em parte, esse é um dos segredos da qualidade de seus produtos, atestada internacionalmente. Por ano, a fabricação é de 30 mil a 35 mil litros dos destilados, que são armazenados em 249 barris nos três pavilhões da destilaria. A produção média anual pode atingir 40 mil garrafas. O rum Barão do cerrado e as cachaças Alma Gêmea levam dois anos para serem engarrafados. E a cana de açúcar, uma espécie de maior espessura que gera mais rentabilidade do açúcar, é plantada na própria fazenda. Gonçalves esclarece que não vai elevar a produção. E faz questão de salientar o cuidado minucioso com o processo de produção, que envolve a filtragem de impurezas da cachaça e do cobre liberado pelo alambique. “Quero sempre colocar minha cachaça em lugares privilegiados”, comenta. “Na verdade, o que eu faço é vender felicidade engarrafada”, descontrai. Os franceses que o digam: a Alma Gêmea é considerada a destilada do momento por revistas especializadas. Exigência Em 21 e 22 de março, 21 países participaram com 450 expositores da San Francisco World Spirits Competition. A degustação das bebidas ficou a cargo de 27 juízes, entre masters sommeliers, escritores, donos de adegas, jornalistas especializados e donos de destacados restaurantes. A degustação de alguns dos líquidos mais desejados do globo é feita às cegas (sem saber a marca do produto). As cachaças e o rum de Gonçalves disputaram na categoria destilados, onde também entraram vodca, gim, tequila e outros. Além desta, mais três categorias fazem parte da competição: uísques, brandies e licores. O rigor é tamanho que os juízes podem não premiar nenhuma bebida. Foi o que aconteceu com o rum, que desde 2006 não teve nenhuma marca com qualquer medalha. Os jurados vestem jaleco branco, são proibidos de encostar nas bebidas degustadas em taças de cristal austríaco. Os expositores enviam seus produtos pelos Correios, ficam em seus países e não são informados sobre os outros concorrentes. Se forem vencedores, podem saber somente os nomes das marcas premiadas na mesma categoria.

(Bartenders news) Últimos fatos do acidente em SP

Essa semana aconteceu um fato inaceitável. Um "barman" queima 3 clientes em uma festa open bar na cidade de Bauru em SP. O "pseudo-barman" colocou bebida alcoólica pegando fogo em um funil e estourou o álcool em um recipiente, o que causou a tragédia.



Esse fato abre espaço para reflexão em relação á legalização da profissão de bartender. Tenho absoluta certeza que se o bartender que causou as queimaduras tivesse algum treinamento na linha "freestyle" ele poderia ter evitado este acidente. Em alguns países o bartender deve fazer cursos com temas ligados á responsabilidade do serviço de álcool e consumo responsável deste. caso há algum acidente com o cliente ou causado por ele devido a bebidas alcoólicas, o barman responde judicialmente e se responsabiliza pelo fato.



Para o mercado de eventos, é importante conhecer os profissionais e saber a formação da equipe antes de contratar o serviço.


Bebida álcoólica pode afetar o corpo e o psicológico, por isso, quem serve ou entrega bebida deve ter noção e responsabilidade.


Outra questão da legalização é o fato das bebidas alcoólicas e alimentos poderem ser nocivos á saúde se mal utilizados.


Fica aqui o meu lamento em relação ao fato ocorrido e a minha indignação aos maus profissionais da área que além de não saberem trabalhar com bebidas, servem bebidas alcoólicas a menores de idade.


Segue a matéria do globo


SÃO PAULO - Uma bebida preparada para animar uma festa de aniversário acabou em tragédia na cidade de Dois Córregos, na região de Bauru, a 256 km de São Paulo. A adolescente Michele Jesus da Costa Rodrigues, de 15 anos, teve queimaduras de 2º e 3º graus em 42% do corpo, principalmente na cabeça, após o barman William Tomas Favaretto, de 21 anos, derrubar álcool num recipiente que já continha fogo e provocar uma explosão. Michele está internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Bauru.
O barman foi detido, autuado por lesão corporal dolosa gravíssima e encaminhado para a cadeia de Barra Bonita.
Além da adolescente, a labareda causada na preparação da bebida exótica, conhecida como 'El Diablo', atingiu outras duas pessoas, segundo consta no boletim registrado na delegacia de Dois Córregos. Uma delas é Tamara Soares da Costa, de 16 anos, que teve queimaduras em um dos braços. O acidente aconteceu no fim da noite do último sábado, numa chácara próxima ao trevo de Dois Córregos, às margens da Rodovia SP-304,
Na chácara era comemorado o aniversário de um jovem identificado apenas como DJ Luciano. O ingresso para a festa custava de R$ 15 a R$ 20 e não havia fiscalização na entrada. As bebidas alcoólicas também eram servidas a menores de idade. Segundo a polícia, quatro amigas - todas adolescentes - estavam no balcão à espera do 'drinque do fogo', que custou apenas R$ 4, quando três delas foram atingidas pelo fogo.
O delegado Wanderley Vendramin, que pretende ouvir DJ Luciano e o arrendatário da chácara, Paulo Sergio Melchiades dos Santos, quer apurar as responsabilidades pelo acidente e a não restrição em servir bebida alcoólica a menores de idade. Se ficar comprovada a culpa, ambos poderão ser indiciados como coautores ou coparticipantes do acidente causado pelo barman.
- Eu fiquei desesperada quando vi o fogo. O fogo ainda se apagou em mim. Mas na Michele só apagou quando um menino conseguiu abafar - conta a adolescente Michele Costa Rodrigues.






-Foi me dando aquele desespero, querendo vê-la. Fiquei nervosa, fiquei até cega - conta Suzana de Jesus Costa, mãe de Michele.
De acordo com a polícia, o barman utilizava três recipientes para a preparação da bebida exótica. Em um deles, de inox, onde houve a bola de fogo que queimou as menores, foi colocado álcool e fogo. Outros dois recipientes eram utilizados no preparo da bebida, similares aos utilizados para colocar molhos de saladas, por exemplo. Antes de servir a bebida, o drinque 'incendiado' ainda passava por um funil semelhante ao utilizado em postos de combustível. Antes de chegar à boca menor do funil, a bebida passava por uma quantidade de gelo, chegando morna à boca dos frequentadores da festa.
- Ele usava esse recipiente para colocar fogo na bebida antes de servi-la. Ele disse que não percebeu que o fogo no recipiente ainda não havia abaixado e jogou mais álcool. Nisso houve uma bola de fogo e até uma explosão, que acabaram atingindo as meninas - conta o delegado Wanderley.
O delegado que registrou a ocorrência acredita que houve dolo porque o barman havia sido alertado por um amigo a não colocar mais álcool no fogo. Se condenado, Favaretto pode cumprir uma pena que varia de 2 a 8 anos de reclusão.

sábado, 4 de abril de 2009

Whisky, como bebe o seu?

Esse post é dedicado aos "conhecedores" de whisky que tenho conversado ultimamente. Durante os últimos meses ouvi alguns comentários de imposição de regra na degustação do whisky. Venho lembrar que a primeira regra a seguir é:

regra número 1: ter prazer
regra número 2: lembrar da regra número 1

Em relação à alguns hábitos, sugiro atenção nas dosagens, por além de ser bebidas alcoólicas podem prejudicar a saúde, como um ótimo exemplo o whisky com energético. O energético têm uma substãncia que acelera os batimentos cardíacos, ou seja, ter cautela e saber a quantidade suficiente é importante. outra questão dos energéticos; não viciam, pois a quantidade de cafeína é equivalente a meio litro de refrigerante a base de cola. Não devem ser utilizados juntamente com álcool, pois sendo energéticas se opõem ao efeito do álcool que é um depressor do sistema nervoso.
Outros hábitos de beber whisky são com, água de côco, guaraná, água e outros.

A água libera alguns aromas e aprisionam outros, além é claro de suavizar a quantidade de álcool, é importante observar que a água gelada (assim como qualquer bebida muito gelada) "anestesia"a boca dificultado a apreciação da bebida. A água pode ser fria (aliás beber whisky quente em um país tropical não parece lógico) ou temperatura ambiente.

A questão do gelo... Podemos sim servir com gelo (on the rocks), sem gelo (cowboy), com água, com café, com leite, com feijão e com o que mais estiver a fim, desde que sigam sempre a primeira regra.

Em breve estarei falando de alguns países produtores de whiskies menos conhecidos!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Introdução a mixogia molecular



A mixologia molecular se resume na alteração da estrutura molecular dos ingredientes para adiquirir uma nova textura, com isso, é possível fazer um tipo de "caviar" de várias frutas além de pastas, gelatinas e outros! Imaginem só, elaborar uma pasta de pina colada, uma geléia de negroni ou um mojito do futuro com esferas de hortelã e limão?

A tendência ainda está chegando ao Brasil e criando polêmica entre gastrônomos e mixólogos que lutam por uma ideologia própria e já têm uma opnião formada em relação a mixologia molecular. Alguns chefes não gostam da gastronomia molecular pelo estilo, outros porquê acreditam que é uma tendência modista e passageira, na mixologia, alguns até ironizam dizendo que a coquetelaria não aceita que se "coma coqueteis".

Acredito sim na mixologia molecular, não apenas como uma brincadeira de cores e texturas, mas como uma possibilidade de fazer "mais do mesmo", criar várias possibilidades de uma mesma coisa e explorar a criatividade do bartender mixólogo incentivando a busca por novas descobertas.

O bartender mixólogo pode até não gostar desse novo segmento, mas não entender sua essência ou mesmo o seu significado é se colocar no mercado como uma peça de antiquário.



Segue então um pouco de informações á respeito...



Uma versão da pesquisa indica Ferran Adriá (el bulli) como um pesquisador da técnica desenvolvida em 1988 pelo físico da universidade de Oxford Nicholas Kurt e um químico francês Hervé This que estudavam algo simples como os processos químicos e físicos da cozinha, e, criavam algo em uma época que acredivam não ser mais possível mais uma revolução na cozinha. Atualmente no Brasil o chefe de cozinha Alex Atala (aquele que participou do programa Caldeirão do Huck na emissora GLOBO), diz em breve estar com novidades para a mixologia molecular (acredito ser drinks feito com esferas, pastas e outros). O time principal de chefes nesse segmento são:

Espanhóis: Ferrán Adriá, Juan Mari Arzak, Jordi Herrera, Juan e Jordi Roca, Martín Berasategui, Sergi Arola, Andoni Luis Adiriz

Britânicos: Heston Blumenthal

Americanos: Thomas Keller, Charlie Trotter e Wyllie Drufresne...-Revelação: Homaro Cantu

Holandês: Sergio Herman

Nipo-peruano: Toshiro Konishi

Em breve mais informações!

segunda-feira, 23 de março de 2009

A coquetelaria

como uma forma mais simples de chegar ao público interessado nessa romântica arte, vai um blog com informações sobre tudo o que está diretamente ligado á coquetelaria, bebidas, misturas, aromas, sabores, estórias, prazeres em um espaço para um papo. em breve novas matérias!